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FE Publica
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Do Nada ao Tudo

Luzes apagadas e encontro com o seu Silêncio

Ideias infantis vagando pela angústia do Nada.

Alguns calafrios assaltam a inocente criatura 

Que tomou consciência da sua finitude fadada.

.

Dogmas e códigos  vãos que não lhe penetram 

Enxurrada de convenções sem íntima relação.

A criança sabe dos seus pais no quarto ao lado 

Mas nega o seguro e busca o Autor da Criação.

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Algumas vagas percepções e intuições remotas 

Ela perscruta os vestígios  incertos da memória.

E sua psiquê sem o decalque pleno da realidade

Concede-lhe os déjá vus de sua curta trajetória.

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O medo da morte gera pavor a essa pobre alma

A faz ver o mundo sob a égide do bem e do mal.

E sem conhecer a Igreja e sequer ler  uma bíblia

Ela abstrai do seu âmago a mais genuína Moral.

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As convenções e conveniências a farão titubear

Ao ponto de transformá-la em um cético sisudo.

Mas uma esperança de raízes profundas surgirá

Qual uma fé interna que do Nada logrou o Tudo.

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Herivelton Zanotto, Funcionário Administrativo da Faculdade de Educação.

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